Curioso número
Podia glosar José Mário Branco e dizer que voto à esquerda moderada nas sindicais, voto no centro moderado nas deputais e voto na direita moderada nas presidenciais. Não bate totalmente certo, mas ficam com uma ideia, e além disso soa bem.
Domingo temos eleições. Segundo a Bússola Eleitoral, há 75,9 % de possibilidades de eu votar no MPT, 75% de votar PDA (que nem concorre), 73,1% MMS e 71,4 % no PND e no MEP. Parece que sou um gajo dos pequenos. Grande novidade.
Já votei MPT, mas não me estou a ver a deitar em nenhum dos outros (o MMS nem sei bem o que é, excepto que têm problemas com a ortografia). A seguir vêm o CDS e o PSD, ambos com 69,6%, curioso número como dizia o outro. Daí para baixo seguem-se partidos com os quais não tenho afinidades: PNR, PS, MRPP, BE e CDU.
Como me apetece estar «representado» no parlamento, escolho entre os 69. E de entre esses dois escolho o partido que usa de clareza ideológica em vez de ambiguidade pragmática, que fez um bom trabalho parlamentar, que prefere a regulação à estatização, que defende as empresas e a criação de riqueza, que reforça a segurança dos cidadãos, que zela pela decência fiscal, que não hesita nas nossas alianças, que conduziu uma campanha sem disparates nem casos, que é chefiado um político inteligente e articulado. Se se calassem com a demagogia da «preguiça» eu agradecia, mas, tudo somado, vou pôr a cruz sem esforço.
[também publicado no Rua Direita]
Domingo temos eleições. Segundo a Bússola Eleitoral, há 75,9 % de possibilidades de eu votar no MPT, 75% de votar PDA (que nem concorre), 73,1% MMS e 71,4 % no PND e no MEP. Parece que sou um gajo dos pequenos. Grande novidade.
Já votei MPT, mas não me estou a ver a deitar em nenhum dos outros (o MMS nem sei bem o que é, excepto que têm problemas com a ortografia). A seguir vêm o CDS e o PSD, ambos com 69,6%, curioso número como dizia o outro. Daí para baixo seguem-se partidos com os quais não tenho afinidades: PNR, PS, MRPP, BE e CDU.
Como me apetece estar «representado» no parlamento, escolho entre os 69. E de entre esses dois escolho o partido que usa de clareza ideológica em vez de ambiguidade pragmática, que fez um bom trabalho parlamentar, que prefere a regulação à estatização, que defende as empresas e a criação de riqueza, que reforça a segurança dos cidadãos, que zela pela decência fiscal, que não hesita nas nossas alianças, que conduziu uma campanha sem disparates nem casos, que é chefiado um político inteligente e articulado. Se se calassem com a demagogia da «preguiça» eu agradecia, mas, tudo somado, vou pôr a cruz sem esforço.
[também publicado no Rua Direita]

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