Nietzsche em Lisboa
Não sou exactamente um «nietzschiano», até porque pertenço à raça dos fracos e nunca tive a paixão dos fortes. Mas Nietzsche foi precioso para mim.
Foi graças a Nietzsche que me livrei da faceta pietista e ingénua do catolicismo. Foi graças a Nietzsche que descobri a insolência aristocrática. Foi graças a Nietzsche que me entusiasmei com pensamentos inactuais. Foi graças a Nietzsche que escapei à Filosofia sistémica e à «débil». Foi graças a Nietzsche que cultivei o aforismo. Foi graças a Nietzsche que assumi sempre «elitismo» como elogio.
E foi graças a Nietzsche que me fui preparando para lidar com todos estes nietzschianos dos pequeninos que tenho conhecido, esta casta arrogante e gélida, falsa e satisfeita. Não é possível viver em Lisboa sem ter lido Nietzsche. É um manual de sobrevivência intelectual.
Foi graças a Nietzsche que me livrei da faceta pietista e ingénua do catolicismo. Foi graças a Nietzsche que descobri a insolência aristocrática. Foi graças a Nietzsche que me entusiasmei com pensamentos inactuais. Foi graças a Nietzsche que escapei à Filosofia sistémica e à «débil». Foi graças a Nietzsche que cultivei o aforismo. Foi graças a Nietzsche que assumi sempre «elitismo» como elogio.
E foi graças a Nietzsche que me fui preparando para lidar com todos estes nietzschianos dos pequeninos que tenho conhecido, esta casta arrogante e gélida, falsa e satisfeita. Não é possível viver em Lisboa sem ter lido Nietzsche. É um manual de sobrevivência intelectual.

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