Política da verdade (5)
Mas ao dizer «consideramos essas verdades evidentes», [Jefferson] reconhecia, sem se dar conta disso, que a afirmação «todos os homens nascem iguais» não é evidente mas exige o acordo e o assentimento – que a igualdade, a ter um significado político, é um assunto de opinião e não de «verdade». (…) Que todos os homens nasçam iguais não é evidente em si nem demonstrável. Fazemos nossa essa opinião porque a liberdade é possível apenas entre os iguais, e acreditamos que as alegrias e as satisfações da livre companhia devem ser preferíveis aos duvidosos prazeres da existência da dominação.
Mesmo as verdades que temos como essenciais são convenções, e isso, bem sei, custa; mas até os mais fervorosos «racionalistas» sabem que nem tudo aquilo em que se acredita é demonstrável. A verdade não é demonstrável. Mas, em política como em tudo, a mentira é.
Mesmo as verdades que temos como essenciais são convenções, e isso, bem sei, custa; mas até os mais fervorosos «racionalistas» sabem que nem tudo aquilo em que se acredita é demonstrável. A verdade não é demonstrável. Mas, em política como em tudo, a mentira é.

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