Política da verdade (7)
Aquele que diz a verdade de facto, na improvável eventualidade de querer arriscar a vida por um facto particular, cometeria apenas uma espécie de erro. O que se tornaria manifesto no seu acto seria a sua coragem, ou talvez a sua tenacidade, mas não a verdade do que ele tinha a dizer, nem mesmo a sua boa-fé.
De facto, «arriscar a vida», no sentido literal ou metafórico, não prova nada. Custa admitir isso, porque admiramos e invejamos a coragem; mas a coragem não faz prova da verdade. Há convicções (religiosas, políticas, patrióticas e outras) que estão tão seguras da sua verdade que arriscam tudo, têm coragem para tudo. Ficamos impressionados, mas não devíamos ficar convencidos.
De facto, «arriscar a vida», no sentido literal ou metafórico, não prova nada. Custa admitir isso, porque admiramos e invejamos a coragem; mas a coragem não faz prova da verdade. Há convicções (religiosas, políticas, patrióticas e outras) que estão tão seguras da sua verdade que arriscam tudo, têm coragem para tudo. Ficamos impressionados, mas não devíamos ficar convencidos.

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