Política da verdade (9)
Conceptualmente, podemos chamar verdade àquilo que não podemos mudar; metaforicamente, ela é o solo sobre o qual nos mantemos e o céu que se estende por cima de nós.
É um achado esta definição com que Hannah Arendt encerra o seu texto: chamamos verdade àquilo que não podemos mudar. Só reconhecemos como verdadeiro, como «objectivo», o que de todo escapa à nossa subjectividade, ao nosso domínio. Claro que muitas vezes tentamos mudar a realidade, mas depois fracassamos e admitimos, contrafeitos, que triunfou a verdade. Podemos então usar metáforas.
[todas as citações desta sequência são tiradas de Verdade e Política (Relógio D'Água, trad. Manuel Alberto); o ensaio «Truth and Politics» foi publicado na New Yorker em Fevereiro de 1967 e recuperado na colectânea Between Past and Future, 1968]
É um achado esta definição com que Hannah Arendt encerra o seu texto: chamamos verdade àquilo que não podemos mudar. Só reconhecemos como verdadeiro, como «objectivo», o que de todo escapa à nossa subjectividade, ao nosso domínio. Claro que muitas vezes tentamos mudar a realidade, mas depois fracassamos e admitimos, contrafeitos, que triunfou a verdade. Podemos então usar metáforas.
[todas as citações desta sequência são tiradas de Verdade e Política (Relógio D'Água, trad. Manuel Alberto); o ensaio «Truth and Politics» foi publicado na New Yorker em Fevereiro de 1967 e recuperado na colectânea Between Past and Future, 1968]

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