12/11/2009

Les enfants du paradis

Vede que não há neles malícia, menos ainda pecado. Vêem-se e é como se já se conhecessem, como se fosse uma continuação, um estado antigo mas inicial, secretamente solene, têm gestos de ternura disfarçada, uma apreensão feita de respeito, uma atenta e doce naturalidade, estão bem um com o outro, é isso, bem um com o outro, talvez não sejam já crianças, talvez não seja ainda o paraíso, mas ali, frente a frente, confundem os olhos e quase acreditam.