2/12/2010

Viagem de inverno

(...) Outra pessoa apanhava de imediato um avião e estava em Paris numa hora e meia. Werner Herzog preferiu demorar três semanas, porque acreditava que quanto mais tempo demorasse mais tempo Lotte tinha para ficar boa. Ele confiava nos sonhos mais tresloucados, e nada impedia que aquela viagem de Inverno conseguisse impedir a morte de alguém.

(...) A solidão, escreve Herzog, dá-nos “intuições dramáticas do futuro”. E “dramáticas” aqui é uma palavra esperançosa. (...)


[no Público de amanhã]