5/13/2010

Agora escolha















Não é apenas a tradicional imagem do caminho que se bifurca; nesse caso, a escolha é aleatória. Não é também uma escolha entre tabuletas que indicam direcções diferentes, porque aí haveria ao menos um destino fixado. A melhor imagem é uma bifurcação com duas tabuletas em branco. Uma aponta para um lado, e não diz nada. A outra para outro lado, e nada diz. Quem caminha nessa estrada escolhe então o que quer ver escrito nas tabuletas, o que lá não está mas podia estar, inventa sinais que ajudem no caminho. As tabuletas não dizem nada, não indicam nada, mas são o álibi perfeito.