7/05/2010

Red

















Em Red (vencedor do Tony de 2010), John Logan mostra Mark Rothko num momento de contradição: como é que um homem tão erudito, pretensioso, puritano, exigente, acaba a fazer quadros a metro para um restaurante de milionários que se estão nas tintas? Logan não se detém apenas na «hipocrisia» ou na vaidade social e financeira; ele tenta perceber como é que Rothko se engana a si mesmo, como é que ele finge acreditar que as pessoas que o vêem, que o comentam, que o compram, estão genuinamente fascinadas, comovidas, tocadas pelo sagrado a baixa luz daquele seus vermelhos sem porquê.