O número 1
Quando John Berryman soube que Robert Frost tinha morrido, perguntou: «Who's number one?». Agora que morreu o número 1, quem é o novo [poeta] número 1? [Berryman achava, e bem, que era Lowell].
Desde que Saramago morreu, também temos vivido essa lufa-lufa, «quem é o número 1», «quem é o número 1», «quem é». Uns sobem de escalão pela singela virtude de ainda estarem vivos. Outros tornam-se candidatos porque são «novidade». E no hipermercado do romance é urgente a reposição de stocks.
Desde que Saramago morreu, também temos vivido essa lufa-lufa, «quem é o número 1», «quem é o número 1», «quem é». Uns sobem de escalão pela singela virtude de ainda estarem vivos. Outros tornam-se candidatos porque são «novidade». E no hipermercado do romance é urgente a reposição de stocks.

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