A ilusão textual
«Quando una donna è disponibile, o addirittura lo ama, il personagio Pavese (quello reale e gli alter ego dei romanzi e racconti) non sembra avere interesse per lei, non se ne innamora o la rifiuta del tutto. (…) è la reazione violenta al sentirsi amato che è peculiare di Pavese. Non lo lusinga [lisonjeia] sentirsi amato; lo irrita profondamente, gli suscita le peggiore misoginia».
Esta passagem de um dicionário Pavese [R. Gigliucci, 2001] exemplifica bem o paternalismo e a incompreensão que perseguem o romancista italiano, sobretudo quanto à sua biografia. Pavese, como toda a gente, gostava de se sentir amado. Cultivava porém uma certa distância emocional. Questão de feitio, sem dúvida, mas também de cautela. Ele era um escritor, e há sempre quem «ame» um escritor porque imagina uma pessoa a partir dos textos. Pavese não alimentava essa ilusão, nem que tivesse que ser violento. Fazia ele bem.
Esta passagem de um dicionário Pavese [R. Gigliucci, 2001] exemplifica bem o paternalismo e a incompreensão que perseguem o romancista italiano, sobretudo quanto à sua biografia. Pavese, como toda a gente, gostava de se sentir amado. Cultivava porém uma certa distância emocional. Questão de feitio, sem dúvida, mas também de cautela. Ele era um escritor, e há sempre quem «ame» um escritor porque imagina uma pessoa a partir dos textos. Pavese não alimentava essa ilusão, nem que tivesse que ser violento. Fazia ele bem.

<< Página inicial