5/13/2011

Museum für Film / Berlim

Um cenário em miniatura de «Caligari». A farda vermelha do porteiro de «O Último Homem». Um convite para a estreia de «Os Nibelungos». Um exemplar do guião de «O Anjo Azul». Um bilhete de Pabst à moderníssima Louise Brooks. Um tétrico cartaz de «Matou». O caderno de notas de Lang para «Metrópolis». A máscara mortuária de Murnau. O passaporte de Lubitsch. A cigarreira de Stroheim. O Óscar de Emil Jannings. Um telegrama enlevado de Sternberg a Marlene Dietrich. Uma foto autografada de Hemingway dedicada «à minha boche favorita». As malas de viagem Marlene e os vestidos de noite de Marlene. Um modelo em grande do estádio olímpico de Berlim, com a localização, iluminada, das várias câmaras de Leni Riefenstahl. Um painel com os colaboracionistas, os exilados e os que morreram nos campos. E, anos mais tarde, uma fotografia de Lotte Eisner, que escreveu sobre «o ecrã demoníaco», a visitar a geração do pós-guerra (Herzog) durante uma rodagem. Ou ainda os abundantes materiais de «As Asas do Desejo», filme de todos os fantasmas alemães. (...)

[no Expresso de amanhã]