Camilo responde aos sábios
Alguns rapazes sem habilidade, nem estudo que lhes suprisse a incapacidade do engenho, apareceram aí a pinchar como sapos de lameiro em tarde trovejada de Julho. Dizem que me lastimam porque a ciência aumentou, reformou-se. Dizem que os meus livros são vendidos a oitenta reis o quilo; que estou velho e doente; que sou patriarca de uma escola que desapareceu com o governo despótico. Dizem que os meus romances são do tempo em que as constipações se curavam com cozimentos de passas e chá de flores de borragem e erva-cidreira. Este sincronismo tem uma profunda crítica disentérica. Para as constipações dos sábios, a veterinária não tem adiantado nada. (...)
[amanhã, no Expresso, Camilo responde aos sábios da Educação que o expurgaram do currículo do ensino secundário]


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