10/06/2011

Tranströmer


















Descobri Tomas Tranströmer há uma década por causa dos rasgados elogios feitos pelo seu tradutor americano Robert Bly, um poeta que cultiva a chamada «deep image», estilo a que o sueco também está de algum modo associado. É essa imagem nítida, forte, evocativa, enigmática, que me interessa na poesia de Tranströmer, e menos o seu motivo principal, geralmente a natureza. É uma poesia metafísica embora céptica, uma poesia intimista mas humanista, mundana e evocativa, melancólica e feita de pequenas epifanias. Tranströmer é um poeta lírico, numa época em que a poesia lírica parecia estar um pouco esquecida. É um dos grandes poetas vivos, um Nobel em grande.