Uma história da violência
Dantes, não tinha exército, como a Costa Rica ou o Liechtenstein. Achava que não precisava. Ou confiava que seria defendido por terceiros, como confiam o Mónaco e a Gronelândia. Que diabo de ideia. Mesmo quando surgiram umas escaramuças, uns avisos, apenas formei uma guarda garrida, cerimonial, ineficaz, arcaica, à imagem do Vaticano. Depois veio a guerra, e eu não estava preparado. Percebi que é preciso ter um exército, que ninguém nos defende, que não basta umas sentinelas em guaritas. Comprei, para minha grande vergonha, armas químicas.

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