12/04/2011

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É um bem que me roubem e explorem;
um bem que saibam quanto valho (nada); 
um bem que espreitem, que circulem 
incólumes, que amedrontem e persigam;
um bem que me desprezem e destruam
e um bem maior ainda que me ignorem,
porque é preciso pagar, e caro, a vida.

[António Osório, «Trinta e nove anos»]