A manhã que se esvai (2)
«New Dawn Fades» é um título exacto, mesmo na sua ambiguidade. «Dawn» é «amanhecer», um estado contínuo, em processo, mas é também «alvorada», que imaginamos talvez como mais instantânea. Todos os dias há um «novo amanhecer», e portanto um «amanhecer» não é nada de especial, nada de «novo», excepto se fizermos da noite um momento privilegiado que a manhã estragou. Quando um «novo amanhecer» se esvai é porque chegou a manhã e a luz do dia, ganhou-se luz, não se perdeu, excepto se se tiver pensado no «amanhecer» como uma «alvorada», súbita e transformadora, e tivermos percebido que quando clareia o que se esvai não é a luz mas a promessa.

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