A caçadora
Por qualquer razão, não li quase nada do mexicano Carlos Fuentes (1928-2012), mas gosto muito de Diana o la cazadora solitaria (1994), tudo o que tem a ver com Jean Seberg me interessa, é sempre intenso e trágico, e Diana é a (discutível) versão dos amores entre Fuentes e Seberg (a actriz também inspirou vários livros a Romain Gary, com quem aliás foi casada). Mas este romance à clef não é apenas confessional, é também a investigação de um paradoxo: uma mulher dedicada de corpo e alma a todas as causas «nobres» do mundo, mas que trazia em si «a qualidade interna da crueldade, da destruição».


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