Lei seca (1)
Quis instaurar uma «lei seca», por decreto, que é sempre mais fácil, mas claro que ao escolher a epígrafe troquei logo a inocência pela ironia e até pela sabotagem. «Mais vale a proibição do que não haver bebidas», diziam os americanos amigos do álcool, sabendo que todas as proibições se contornam e até apelam ao engenho. E que o gozo, em regime de proibições, aumenta. Na verdade, esta Proibição foi para a maneta em três tempos, e não estou arrependido disso, deu-me até um certo gozo, como um abstémio que brinda ao facto de não beber.

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